Empresas brasileiras são as que mais emitem Relatórios de Sustentabilidade entre as dos países que integram o Bric

O objetivo do estudo era examinar a tendência na divulgação dessas informações e dados relativos à sustentabilidade
17 de novembro de 2011 | 08:17

 

As empresas brasileiras, segundo a pesquisa “Emissão de Relatórios de Responsabilidade Corporativa 2011” da KPMG Global, foram as que mais expediram Relatórios de Sustentabilidade (RS) entre as dos países emergentes que fazem parte do bloco do Bric (sigla para Brasil, Rússia, Índia e China). O objetivo do estudo era examinar a tendência na divulgação dessas informações e dados relativos à sustentabilidade. Análise incluiu as 250 maiores companhias listadas na Fortune Global 500 para 2010, em uma relação chamada de G250, e as cem maiores nacionais por receita (N100) de 34 países, dentre eles o Brasil, distribuídas por 15 setores industriais em um total de 3.400 empresas avaliadas. 

 

O trabalho apontou que, no Brasil, cerca de 88% das empresas emitem de responsabilidade corporativa ou de sustentabilidade (RS), dez por cento a mais do que o registrado no último estudo, divulgado em 2008, colocando o Brasil em sexto lugar no ranking global, atrás de Países como Inglaterra, Japão e Dinamarca, mas a frente dos Estados Unidos, Finlândia, Holanda e Canadá.. Em comparação com os outros países dos BRICS, o Brasil é atualmente o que mais se preocupa com o tema. A China, que entrou na pesquisa este ano, tem 60% das suas empresas emitindo relatórios corporativos, levando-a a se equiparar como México e com a Suíça. As empresas na Rússia, com 58%, também parecem estar rapidamente incluindo os relatórios como parte de sua estratégia corporativa. A Índia aparece em último lugar entre os quatro países do bloco, com apenas 20%. 

 

Para o gerente de Sustentabilidade da KPMG no Brasil, Ricardo Zibas, as empresas em todo o mundo estão percebendo a importância da emissão de um relatório de sustentabilidade num ambiente de negócio cada vez mais globalizado e competitivo e, no Brasil, não poderia deixar de ser diferente. 

 

“O Relatório de Sustentabilidade deixou de ser apenas um documento de divulgação e passou a ser um imperativo de negócio para muitas empresas no mundo. É visto como uma forma de inovação e aprendizagem, que ajuda as organizações a crescerem no seu negócio e aumentarem o seu valor. Somos um país que está em expansão, onde as empresas já perceberam que precisam do documento para prestar contas à sociedade, para se blindar nas questões referentes ao meio ambiente e até para sair em busca de financiamento e recrutar talentos”, explica. 

 

A importância da emissão do RS reflete-se nos números. Das 250 maiores empresas do mundo, 95% apresentam o documento, o que representa um salto de mais de 14%, se comparamos com a última pesquisa. O estudo apontou, ainda, diversos fatores para esse crescimento: pressão das empresas concorrentes; uma melhor forma de compreender o impacto e os benefícios do seu negócio; uma estratégia para aumentar a transparência das suas ações, obtendo assim maior valor financeiro com a redução de custos e melhor reputação no mercado. 

 

Durante a pesquisa foram abordadas questões como adoção de relatórios integrados, utilização de padrões globais, qualidade, confiança, benefícios, formas de comunicação do relatório, entre outras. Ficou constatada uma forte tendência para integração e até mesmo a fusão entre os relatórios corporativo e financeiro das empresas como forma de criar um valor maior à informação uma vez que será tratada como parte do negócio global da empresa. Já em relação ao método utilizado para comunicar o RS, as companhias também estão evoluindo rapidamente apesar de ainda não terem um padrão pré-estabelecido, mas existe uma clara predominância do padrão GRI – Global Reporting Initiative. Cerca de 80% das companhias estudadas adotam este padrão para o reporte das informações socioambientais. O estudo mostrou que elas estão implementando uma estratégia de comunicação de forma abrangente e que busque melhorar a confiança da empresa com as partes interessadas. 

 

Por: Pack

Fonte: 17 de novembro de 2011 08:13

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estudos, sustentabilidade, Brasil, empresas


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  • Coluna Do Editor

    ...e aqui estamos nós, em 2017!

    Leticia Evelyn Oliva-Cowell
    23 de janeiro de 2017 01:25
    Industria de Alimentos em 2017, nós estaremos acompanhando.