Biofortificação é destaque na 18ª Reunião da FAO/OMS

“Conquistamos nosso objetivo no momento em que a ideia da biofortificação passará a ser discutida em países que ainda não utilizam essa estratégia”
Foto: Embrapa Agroindústria de Alimentos/Divulgação
Foto: Embrapa Agroindústria de Alimentos/Divulgação
5 de dezembro de 2012 | 07:17

Representantes de 28 países e observadores de diversas instituições manifestaram interesse pelo programa de biofortificação de alimentos durante a 18ª Reunião do Comitê Coordenador da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura/Organização Mundial da Saúde (FAO/OMS) para América Latina e o Caribe, realizada na cidade São José, Costa Rica, entre os dias 19 e 23 de novembro.

O interesse partiu do princípio de que a dieta básica destes países e dos já participantes do programa mundial de biofortificação de alimentos assemelha-se a muitos cultivos como apresentado na palestra “Biofortification: a sustainable way to improve nutrition and health (Biofortificação: uma forma sustentável de melhoria da nutrição e saúde)”, proferida por Marília Nutti, pesquisadora da Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro/RJ) e líder da rede BioFORT.

Uma das estratégias do BioFORT é reduzir e controlar as deficiências de micronutrientes na dieta da população mais carente, de modo que desenvolve culturas de alimentos por meio de um processo de cruzamento de plantas da mesma espécie com maiores teores de ferro, zinco e vitamina A. A escassez desses micronutrientes pode ocasionar anemia, cegueira, redução da capacidade de trabalho, problemas no sistema imunológico, retardo no desenvolvimento e até a morte.

O encontro ainda contou com a presença de autoridades costa-riquenhas: o vice-presidente Alfio Paiva, a Ministra da Agricultura e Pecuária, Glória Abrahams, e a Ministra da Economia, Indústria e Comércio, Mayi Antillión. Responsável pela abertura do evento, Paiva salientou em seu discurso a importância desses fóruns internacionais, como o Codex Alimentarius, para defender a segurança e qualidade dos alimentos, bem como as práticas justas no comércio internacional, promovendo a segurança alimentar e melhorias no estado nutricional da população local.

“Conquistamos nosso objetivo no momento em que a ideia da biofortificação passará a ser discutida em países que ainda não utilizam essa estratégia”, comemora Marília. “Na próxima reunião FAO, a biofortificação voltará à pauta e esperamos um feedback ainda mais positivo”. A 19ª Reunião do Comitê Coordenador da FAO/OMS para América Latina e o Caribe acontecerá no Brasil em 2014.

Outras informações:

Pesquisadora Marília Nutti

Embrapa Agroindústria de Alimentos

21 3622 9755 – marilia@ctaa.embrapa.br

Por: Tarcila Viana

Fonte: Embrapa Agroindústria Alimentos em 5 de dezembro de 2012 07:12

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alimentos, biofortificação, BioFORT, FAO, dieta, micronutrientes, população, carente


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