Preço da alimentação é reprovado nos estádio

Pesquisa do Ministério do Turismo diz que 78% dos entrevistados apontaram como "ruim" e"muito ruim" os valores cobrados
5 de julho de 2013 | 15:20

O preço da alimentação nos estádios foi a principal reclamação de quem esteve nas cidades-sede da Copa das Confederações para assistir aos jogos, conforme pesquisa encomendada à Fundação instituto de Pesquisas Econômicas pelo Ministério do Turismo.

Os valores cobrados foram considerados "ruins" ou "muito ruins" por 78% das pessoas ouvidas nas perguntas induzidas (com opções de resposta).

Outros itens citados como negativos, estes na pesquisa espontânea (em aberto), foram as condições dos estádios (8,2% dos entrevistados), o trânsito (7,8%), a acessibilidade (6%), a sinalizacão da cidade visitada (5,3%)e a organização do evento (4,6%). O levantamento foi feito nas seis cidades onde foram realizados jogos (Rio, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Recife e Fortaleza, e também no aeroporto internacional de São Paulo, por onde passaram visitantes em conexões. Começou no dia 10 de junho, cinco dias antes do início da competição. Como há quem ainda não tenha voltado para casa, entrevistas continuam sendo realizadas.

Dez mil. Foram ouvidos tanto brasileiros como estrangeiros, nos aeroportos, arenas, hotéis e pontos de retiradas de ingressos, num total de dez mil pessoas. Apenas um quinto dos resultados havia sido computado até ontem à tarde.

Os números, considerados preliminares (o consolidado só sairá no fim do mês), nortearão iniciativas com vistas à Copa do Mundo, ano que vem. O material será enviado à Fifa, que vai usar os dados para uma avaliação de prioridades até o Mundial. Os turistas estrangeiros, a maioria (47,2%) com ingressos nas áreas mais caras dos estádios, permaneceram em média 14 noites no País e elogiaram, os serviços de táxi (83,1% consideraram bons), limpeza pública (78,3%), segurança (71 ,7%), sinalização turística (62,9%) e telecomunicações e internet (53,69%).

Restaurantes, opções de diversão noturna e alojamentos também tiveram avaliação positiva.

Os serviços bancários foram considerados insatisfatórios por 28,8% dos entrevistados, e o atendimento em idiomas estrangeiros, por 43,4% deles.

"A pesquisa produziu resultados que serão trabalhados para a Copa e para sempre, pois turismo é todo dia. Muita coisa vai dar para fazer no curto prazo", avaliou o diretor do Departamento de Estudos e Pesquisas do ministério, José Francisco Sailes Lopes. "Todo grande evento é um desafio, em qualquer setor, e mesmo os pontos considerados positivos podem ser melhorados."

Por: Roberta Pennafort

Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo em 4 de julho de 2013 15:15

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alimentação, preço, reclamações, Copa das Confederações, Copa do Mundo, restaurantes


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Comentários

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  • Coluna Do Editor

    ...e aqui estamos nós, em 2017!

    Leticia Evelyn Oliva-Cowell
    23 de janeiro de 2017 01:25
    Industria de Alimentos em 2017, nós estaremos acompanhando.