Isolamento térmico fica mais fino e mais eficiente

Geladeiras com paredes super finas, carros que não esquentam tanto ao Sol e nem gastam tanta potência com ar-condicionado, e casas com um isolamento térmico tão fácil de instalar quanto um papel de parede.
7 de dezembro de 2011 | 19:42

          Geladeiras com paredes super finas, carros que não esquentam tanto ao Sol e nem gastam tanta potência com ar-condicionado, e casas com um isolamento térmico tão fácil de instalar quanto um papel de parede.

Estas são algumas das promessas feitas por engenheiros do Instituto Fraunhofer, na Alemanha.

Sílica pirogênica

Klaus Noller e seus colegas criaram uma nova família de isolantes térmicos que são os mais finos e mais eficientes já fabricados.

O mais grosso e mais eficiente dos painéis com a nova tecnologia tem apenas 2 centímetros de espessura, mas oferece a mesma capacidade de isolamento térmico que uma camada de isolamento de 15 centímetros disponível no mercado, feita com espuma de poliuretano.

O segredo está em um material chamado sílica pirogênica e na criação de bolsas de vácuo no interior de painéis muito finos.

Os novos filmes são mais fáceis de fabricar e compostos por três camadas de barreiras térmico-isolantes: dois filmes plásticos recobertos com alumínio fazendo um sanduíche da camada que é a grande invenção dos engenheiros alemães, um material que eles batizaram de Ormocer®.

Acelerando o tempo

O novo material isolante contém uma matriz híbrida orgânica-inorgânica feita de óxido de silício, que é extremamente densa e virtualmente impenetrável por líquidos e até por gases.

"É isto que torna o material perfeito como isolante," diz o Dr. Noller. Gases e líquidos não conseguem penetrar facilmente essa camada. O produto final é melhor e mais barato do que os filmes isolantes existentes no mercado."

Agora os engenheiros estão submetendo o material a testes de durabilidade: enquanto uma geladeira só precisa durar 20 anos, a camada de proteção térmica de um edifício deve ser capaz de resistir durante pelo menos 50 anos.

Os testes de durabilidade e estabilidade estão sendo feitos dentro de câmaras climáticas, que simulam sucessivas alterações de estação para estação - os testes deverão serão concluídos em apenas alguns meses.

 

(Publicado por Redação do Site Inovação Tecnológica - 07/12/2011)

 

Por: Inovação Tecnologia

Fonte: 7 de dezembro de 2011 19:33

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