2ª Conferência Global sobre Biofortificação tem início no final de março em Ruanda

Durante o período de 31 de março a 2 de abril, a cidade de Kigali, em Ruanda, será sede da 2ª Conferência Global sobre Biofortificação.
Divulgação/Internet
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27 de março de 2014 | 11:56

A discussão do evento irá girar em torno dos avanços feitos para a disponibilização de alimentos mais nutritivos à população, dos desafios que precisam ser superados e das oportunidades a serem enxergadas para um progresso, além de um maior compartilhamento das ideias entre os profissionais de diversas áreas.  

Cerca de 300 representantes nacionais, regionais e internacionais de governos, empresas e sociedade civil foram convidadas a participar, incluindo formuladores de políticas de países da África, Ásia e América Latina, onde as culturas biofortificadas têm sido lançadas com sucesso. Representando o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), estará presente no evento o chefe de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Agroindústria de Alimentos, Esdras Sundfeld. A líder da Rede BioFORT, Marília Nutti (Embrapa Agroindústria de Alimentos), também participará, falando sobre o andamento das ações com cultivares biofortificados na América Latina e Caribe. Outros presentes nos dias serão o pesquisador José Luiz Viana (Embrapa Agroindústria de Alimentos), a nutricionista Andrea Galante (Programa Mundial de Alimentos) e a jornalista Fabíola Ortiz (IPS - Agência de Notícias).

Completam ainda a conferência, Mankombu Swaminathan, primeira pessoa a receber o Prêmio Mundial da Alimentação, Akinwumi Adesina, Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural da República Federal da Nigéria, e Chris Elias, Presidente de Desenvolvimento Global da Fundação Bill & Melinda Gates, assim como diferentes partes interessadas, públicas e privadas, que trabalham nas áreas de agricultura, nutrição, saúde e outros setores-chave.

O projetos de biofortificação de alimentos no Brasil constituem a Rede BioFORT, com coordenação feita pela Embrapa. Através de parcerias, como as feitas com as instituições de pesquisas HarvestPlus e AgroSalud, financiadas pela Agência de Desenvolvimento Internacional do Canadá (CIDA), pelo Departamento de Desenvolvimento Internacional do Reino Unido (DFID) e também pela Fundação Bill e Melinda Gates, a Rede BioFORT utiliza melhoramento genético  convencional,  para selecionar e  aumentar o conteúdo de micronutrientes dos seguintes cultivares: arroz, feijão, batata-doce, mandioca, milho, feijão-caupi, abóbora e trigo. Novas culturas são geradas contendo maiores teores de pró-vitamina A, ferro e zinco, fortalecendo assim o combate à deficiência de micronutrientes no organismo humano, a popular fome oculta, que dentre as doenças provocadas, estão a anemia e a cegueira noturna.

Por: Raphael Santos

Fonte: Rede BioFORT em 27 de março de 2014 11:50

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