Brasil gerou 1,2 milhão de empregos no semestre

O Brasil gerou 1.265.250 postos de trabalho com carteira assinada no primeiro semestre de 2011, o terceiro melhor resultado da historia para o período, atrás do registrado em 2010 e em 2008. Já o Estado do Rio fechou o período com 87.998 novas vagas, ...
1 de agosto de 2011 | 20:28

O Brasil gerou 1.265.250 postos de trabalho com carteira assinada no primeiro semestre de 2011, o terceiro melhor resultado da historia para o período, atrás do registrado em 2010 e em 2008. Já o Estado do Rio fechou o período com 87.998 novas vagas, número muito próximo ao recorde apurado no mesmo período de 2010.   Os dados estão na Nota Técnica Acompanhamento do Mercado Formal de Trabalho Fluminense, produzida pelo Sistema FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) com dados do Ministério do Trabalho.   Ultimamente a evolução passou a se dar, no entanto, em ritmo mais lento. O resultado acumulado em 12 meses ilustra esse movimento: em agosto de 2010 eram 2.269.607 novas vagas nos 12 meses anteriores, contra 1.928.877 em junho deste ano. Um resultado direto da queda da atividade econômica por conta das medidas do governo para conter a inflação.   A partir de agosto de 2010, ponto mais alto da série, o nível de contratações na indústria nacional, que estava ascendente por 11 meses, começou a diminuir continuamente até junho deste ano – passou de 577 mil para 335 mil novas vagas nesse período.   Já o Estado do Rio, que havia apresentado fraco desempenho no primeiro trimestre, ensaiando acompanhar o movimento nacional, reverteu a tendência entre março e junho. Assim, o resultado acumulado em 12 meses não aponta redução no ritmo das contratações na economia fluminense: desde novembro de 2010 esse resultado gira em torno de 190 mil empregos.  ?Serviços e Construção Civil puxam contratações no Rio   Neste primeiro semestre, o mercado de trabalho do Rio foi caracterizado pelo contínuo aumento das contratações no setor de Serviços; pela volta da Construção Civil ao nível de 2008, melhor ano do setor; e pela safra recorde de cana-de-açúcar, que permitiu à Agricultura gerar praticamente o dobro de postos formais de trabalho que o observado no mesmo período dos últimos três anos.   Em sentido contrário, os setores mais sensíveis ao aperto de crédito e aos sucessivos aumentos da taxa básica de juros – Indústria e Comércio – apresentaram arrefecimento nas contratações, fruto do menor nível de atividade observado no semestre.?Na primeira metade do ano, a Indústria de Transformação Fluminense gerou praticamente a metade do observado no mesmo período de 2010: 8.663 novas vagas.   Uma exceção foi a indústria Mecânica (+1.179), com o melhor saldo para um primeiro semestre foi dos últimos 5 anos, fruto da contínua contratação de trabalhadores para atender os investimentos em máquinas e equipamentos e as atividades ligadas à cadeia de petróleo e gás. Este setor também movimentou o mercado de trabalho da indústria Metalúrgica (+2.171), que manteve praticamente o mesmo nível de contratações apresentado no primeiro semestre de 2010 (+2.274).   As demissões observadas em Têxtil e Confecção (-272) e em Material de Transportes (-130) contrastaram com os saldos positivos observados no primeiro semestre de 2010.   No setor Têxtil, o resultado daquele ano foi impulsionado pela confecção de material para Copa do Mundo e Eleições, o que gerou alta base de comparação para 2011. Além disso, as chuvas no início de 2011 afetaram um dos principais polos de confecção do estado.   A Nota Técnica Acompanhamento do Mercado Formal de Trabalho Fluminense pode ser baixada pelo link http://bit.ly/notaemprego.

Por: Fonte: Jornal O Serrano

Fonte: 30 de julho de 2011 18:41

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Economia, empregos, agricultura


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  • Coluna Do Editor

    ...e aqui estamos nós, em 2017!

    Leticia Evelyn Oliva-Cowell
    23 de janeiro de 2017 01:25
    Industria de Alimentos em 2017, nós estaremos acompanhando.