Biofortificação aumenta combate contra a fome oculta em Minas Gerais

A biofortificação, técnica de melhoramento convencional que permite o aumento de minerais e vitaminas em alimentos básicos à saúde humana, ajudará no combate à deficiência nutricional no município de Monte Carmelo-MG
24 de abril de 2015 | 16:10

A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) firmou uma parceria com a Embrapa Milho e Sorgo com o objetivo de transferir essa tecnologia à agricultores familiares e ainda criar uma unidade demonstrativa na própria UFU - Campus Monte Carmelo, promovendo a vivência e experimentação de processos da agrobiodiversidade focados em resgate, caracterização, avaliação, seleção, produção e conservação de sementes crioulas e biofortificadas de variedades de milho, feijão, mandioca e batata-doce fornecidas pela Embrapa.

As ações pretendem beneficiar toda a região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba que é formada por 66 municípios e se configura como um dos espaços mais modernos de produção agropecuária em Minas Gerais. “Serão desenvolvidos Dias de Campo com o intuito de motivar os agricultores de comunidades e assentamentos rurais a desenvolver sistemas agroecológicos e sustentáveis, além de promover cursos de capacitação para a formação de multiplicadores”, conta a professora, Ana Carolina Siquieroli, principal responsável das atividades da UFU envolvendo biofortificados no município de Monte Carmelo. A alimentação escolar também será beneficiada na cidade, tendo em média 1200 alunos consumindo biofortificados comprados de pequenos produtores pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). A Empresa Brasileira de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (EMATER-MG), a Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente e a Cáritas Diocesana de Paracatu (Organização Não-Governamental) atuam também como parceiras no avanço da disseminação e popularização desses alimentos pela região.

O aglomerado de projetos de biofortificação coordenados pela Embrapa recebe o nome de Rede BioFORT. No Brasil, já foram lançadas variedades biofortificadas de batata-doce, mandioca, feijão comum, milho e feijão-caupi. Estão em processo de melhoramento cultivares de trigo, abóbora e arroz. Aproximadamente 2500 famílias das regiões Nordeste, Sudeste e Sul do Brasil já experimentaram os benefícios desses alimentos ricos em pró-vitamina  A, ferro e zinco.

A líder da Rede BioFORT e pesquisadora da Embrapa Agroindústria de Alimentos, Marília Nutti, foi recentemente homenageada durante a reunião de 25 anos de fundação do ILSI (International Life Sciences Institute) Brasil por fazer parte do primeiro conselho científico e de administração, responsável pela origem e crescimento do instituto. As atividades envolvendo biofortificados no Brasil têm sido temas de discussão em fóruns e workshops internacionais, aproximando países da África, Ásia, América Latina e Caribe, a partir de troca experiências e transferência de tecnologia, fortalecendo assim a cooperação sul-sul.

Por: Raphael Santos

Fonte: Embrapa Agroindústria de Alimentos em 24 de abril de 2015 16:06

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