Compras conscientes exigem atenção do consumidor

É preciso ficar alerta às vantagens e escolher o melhor local de compra em tempos de instabilidade econômica
19 de janeiro de 2016 | 22:12

Diante de um cenário econômico adverso, o varejo se reinventa para lidar com consumidores mais cautelosos que tendem a buscar alternativas para não deixar de comprar os produtos que desejam e, se possível, economizar.

Pensando em atrair esse consumidor, os supermercados têm usado formas diversas de promoções e propaganda nas lojas, além de investimentos em itens diferenciados no sortimento de produtos e marcas próprias. Já os atacarejos apostam em atrair a atenção do consumidor que opta por comprar produtos em grande quantidade com o objetivo de estocagem. Mas é preciso cautela na hora de escolher qual o melhor formato de loja para as compras: supermercados ou atacarejos?

Conforme explicou o superintendente da APAS - Associação Paulista de Supermercados, Carlos Correa, os atacarejos surgiram como uma alternativa para abastecer comerciantes ambulantes, como vendedores de cachorro-quente, e também para lanchonetes, restaurantes e padarias. Por serem em sua maioria itens de transformação de alimentos ou revenda, não há valorização de marcas consagradas, e sim uma busca de preços menores.

Quem opta pelo atacarejo nem sempre encontra todos os itens de sua lista, já que esta loja trabalha com um número limitado de produtos e marcas. Além disso, como não são todos os municípios que dispõem desta modalidade de comércio, o consumidor acaba gastando com o deslocamento para encontrar uma loja do tipo atacarejo mais próxima.

Carlos explicou ainda que, atualmente, 50% das compras das famílias são de produtos perecíveis, o que reflete a tendência em busca de alimentos mais frescos e saudáveis e que não podem ser comprados em grande quantidade. "Produtos in natura ou semielaborados não podem ser estocados, sendo que os consumidores devem escolher as lojas e as promoções mais adequadas para contribuir com sua estratégia para driblar a inflação nesse momento de vacas magras", finaliza.

Por conta da redução da atividade econômica, insegurança na manutenção do emprego e crédito escasso, as pessoas estão com seus orçamentos comprometidos. Portanto, a APAS orienta o consumidor a agir de forma consciente e criteriosa quando da compra de grandes volumes que podem até passar da validade na casa do consumidor. “Ele pode fazer uma economia imediata, mas que poderá se transformar em dor de cabeça se tiver que usar o cheque especial ou atrasar o cartão de crédito para suas outras necessidades”, explica o superintendente, alertando ainda que ao se entrar na modalidade parcelada é ainda pior: as taxas no Brasil são as maiores do mundo, passando de 400% ao ano.

Por tudo isso, a APAS reforça que, mesmo sendo sensível às dificuldades no país independente da classe social, buscar somente preços é uma decisão de compras incompleta, que merece uma reflexão maior dos consumidores.

A alternativa mais racional é buscar os estabelecimentos que tragam maior conveniência. A proximidade de casa – já que hoje cada vez mais as pessoas carecem de tempo –, a variedade de produtos que atenda ao tipo de consumo da família, o atendimento prestativo, o abastecimento semanal de produtos como pães, frios fatiados na hora, carnes, peixes, frutas e verduras com um maior sortimento, as promoções e as vantagens para que as compras sejam feitas de forma ágil e prática também devem ser consideradas.

Sobre a APAS – A Associação Paulista de Supermercados representa o setor supermercadista no Estado de São Paulo e busca integrar toda a cadeia de abastecimento. A entidade tem 1.328 associados, que somam mais de 2.830 lojas.

Por: Helyda Gomes - Approach

Fonte: APAS - Associação Paulista dos Supermercados em 19 de janeiro de 2016 22:10

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Apas, supermercados, economia


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Comentários

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  • Coluna Do Editor

    ...e aqui estamos nós, em 2017!

    Leticia Evelyn Oliva-Cowell
    23 de janeiro de 2017 01:25
    Industria de Alimentos em 2017, nós estaremos acompanhando.