APAS: Juros altos não controlam inflação nem contribuem para o crescimento econômico

Conforme previsto pela Associação Paulista de Supermercados, taxa de juros não se altera e economia continua em queda
28 de abril de 2016 | 15:07

A Associação Paulista de Supermercados (APAS) avalia que a decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil em manter os juros básicos da economia, a taxa SELIC, em 14,25% ao ano compromete o desempenho da atividade econômica para 2016.

Conforme explicou o gerente de Economia e Pesquisa da APAS, Rodrigo Mariano, a manutenção da taxa básica de juros não foi surpresa e deixa evidente a situação atual da equipe econômica, que está inerte ao cenário econômico atual e não consegue articular uma política econômica na qual tire o país desta recessão, que tem prejudicado o emprego e a renda da população.

“Por mais um mês, o Banco Central tem se beneficiado do quadro recessivo da economia brasileira, fruto da má condução da política econômica dos últimos anos”, diz.

Segundo ele, para 2016 a expectativa é de ligeira redução da taxa básica de juros a partir do segundo semestre, encerrando o ano de 2016 em uma taxa de 13,5% ao ano, o que ainda é elevado, diante da necessidade de impulsionar a atividade econômica em busca da retomada do crescimento.

“Se os juros estão altos não há incentivo ao investimento produtivo, pois torna o crédito mais caro. E o investimento produtivo é fator essencial para a retomada do crescimento, sem riscos de uma elevação da inflação no médio prazo”, comenta.

Ele disse ainda que juros altos prejudicam as empresas que estão endividadas, principalmente as de pequeno e médio porte. Somado a isso, as reduções nas vendas, dificultam o enfrentamento da crise econômica, a manutenção da atividade e os empregos gerados.

Vale ressaltar que o impacto da elevação da taxa de juros possui em efeito que se propaga na economia em até 6 meses, prejudicando a atividade econômica para 2016.

Por: Helyda Gomes - Approach

Fonte: APAS - Associação Paulista dos Supermercados em 28 de abril de 2016 15:06

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Comentários

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  • Coluna Do Editor

    ...e aqui estamos nós, em 2017!

    Leticia Evelyn Oliva-Cowell
    23 de janeiro de 2017 01:25
    Industria de Alimentos em 2017, nós estaremos acompanhando.