APAS sugere agenda positiva para a retomada de investimentos no País

A crise econômica vivenciada no Brasil afetou diversos setores, inclusive o supermercadista que, tradicionalmente, costuma ser o último impactado.
7 de agosto de 2016 | 19:39

O setor é engrenagem importante na cadeia de abastecimento das famílias brasileiras, fazendo a ponte entre produtores e consumidores e, ao se abater, acaba influenciando ambas as pontas. Neste contexto, a APAS elencou algumas propostas com o intuito de sugerir uma Agenda Positiva.

Para o presidente da APAS, Pedro Celso, a recuperação econômica está diretamente relacionada à melhoria do otimismo e da confiança, que, por sua vez, são consequência da solução da crise política. “No caso do empresariado supermercadista, voltar a ter confiança na economia tem mais relação com a saída da equipe de governo, da presidente Dilma, do que com a nova gestão que assumiu. Aprovamos a escolha da atual equipe econômica, que consideramos qualificada e composta por profissionais de capacidade indiscutível”.

Ainda sobre o time do novo governo, Pedro Celso reforça que o presidente em exercício, Michel Temer, e sua equipe precisarão apresentar propostas condizentes com uma real retomada de crescimento econômico, pois, caso contrário, todo o País discutirá novamente outra crise em pouco tempo.

“A APAS acredita que tão importante quanto as medidas para conter a crise é o acompanhamento, o monitoramento e o controle destas ações pela sociedade, para verificar se, de fato, estão em andamento”, disse o presidente da Associação.

Segundo Pedro, como entidade representativa de um setor pujante para a economia, a APAS quer - e pode - contribuir com sugestões de melhoria. “Foi com base em nossa análise que evidenciamos algumas ações importantes que, se aplicadas, ajudarão na mudança no cenário e, consequentemente, na retomada dos investimentos por parte dos empresários”, diz. “A cadeia de abastecimento da família brasileira depende disso”, finaliza.

Propostas

Entre as propostas estruturais importantes, Pedro Celso enfatiza algumas que impactam diretamente o setor supermercadista:

Corte de despesas públicas e maior eficiência do gasto do governo: saber fazer mais com menos nunca foi algo tão necessário ao País, com foco em cortar despesas e otimizar recursos. Exemplos de medidas: corte emergencial nas despesas para conter a expansão da dívida pública e aprovação da Desvinculação das Receitas da União;

Reforma Política: tema polêmico que não pode mais ser adiado diante ddo atual cenário, embora o setor saiba que, para sanar isso, é preciso ainda mais vontade política, já que é um hábito preservar eventuais regalias e direitos adquiridos. Exemplos de medidas: eleições gerais e simultâneas para evitar os ciclos políticos x ciclos econômicos e período de mandato de cinco anos;

Reforma da Previdência: objetivo de conter o rombo que já existe nas contas públicas, uma vez que a previdência de servidores públicos e do INSS deve representar um desfalque de quase R$ 200 bilhões em 2016. Exemplos de medidas: avaliação da idade mínima de aposentadoria no Brasil e equiparação gradual da idade de aposentadoria (Rurais e as demais aposentadorias);

Reforma Tributária: altos impostos acarretam uma menor renda disponível e diminuem o poder de compra da população. O resultado é o menor consumo e arrecadação, que atinge todos os setores do comércio. Exemplos de medidas: simplificação tributária e discutir amplamente a reforma do ICMS, e aplicação de incentivos fiscais de curto prazo direcionados a setores da economia, mas por um período pré-definido;

Reforma Trabalhista: maior flexibilização nas leis trabalhistas vai permitir o aumento dos postos de trabalho e, com isso, uma melhora da produtividade do setor. Exemplos de medidas: avaliar a maior flexibilização de horários, carga horária, dias, folgas e simplificação para admissão e demissão;

Incentivo à concorrência e ao Investimento Produtivo: é preciso atrair investimentos e incentivar o empresário em sua atividade, de modo a cooperar na instalação de novas lojas e nas melhorias dos serviços prestados aos consumidores. Exemplos de medidas: regulamentação dos meios de pagamentos (cartão de crédito, cartão de débito e voucher) e fortalecimento das agências reguladoras para gerar estabilidade e regras claras e bem definidas;

Governança Pública em Licitações, Obras e Projetos: organizar projetos e fiscalizar a realização de obras e o cumprimento de prazos e contratos do poder público. O País não pode mais arcar com obras superfaturadas - e mal feitas - que acarretem em prejuízo para a população. Exemplos de medidas: elaboração de estudo de viabilidade técnica, financeira e econômica antes de lançamento de edital para qualquer obra ou projeto, e disponibilização pública e transparente dos projetos a serem executados;

Elaboração de Plano Econômico: ações de curto, médio e longo prazo com metas e responsáveis precisam ser desenhadas pelo governo, a fim de estimular o aumento da confiança e, com isso, o crescimento econômico. Exemplos de medidas: política monetária e fiscal coordenadas, com o objetivo de atingir a meta de inflação, sem comprometer o crescimento econômico e desenvolvimento de programas sociais.

Fonte: APAS - Associação Paulista dos Supermercados em 7 de agosto de 2016 19:36

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Comentários

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  • Coluna Do Editor

    ...e aqui estamos nós, em 2017!

    Leticia Evelyn Oliva-Cowell
    23 de janeiro de 2017 01:25
    Industria de Alimentos em 2017, nós estaremos acompanhando.